terça-feira, 13 de outubro de 2009
Lição III
Lição III - A Antiga Aliança foi Removida?
"Mas os sentidos deles se embotaram. Pois até o dia de hoje, quando [os judeus] fazem a leitura da Antiga Aliança, o mesmo véu permanece, não lhes sendo revelado que, no Messias (em Cristo), é removido" (II Coríntios 3.14).
Outro problema de interpretação tendenciosa. Recentemente ouvi um pregador conhecido fazendo uma aplicação deste texto, como se a Antiga Aliança tivesse sido abolida por Yeshua, afirmando ainda que em 'Cristo a Antiga Aliança é removida'. Não há nada pior do que sermos desonestos com o que está claro no texto. Não podemos ir a um texto das escrituras com uma teologia formada, mas devemos formar a nossa teologia das escrituras. Do contrário não estaremos sendo sinceros com as pessoas e nem com D'us.
Novamente um problema de contexto, no versículo 13 Paulo diz: "Não somos como Moisés, que punha VÉU sobre a face, para que os filhos de Israel não atentassem na terminação do que desvanecia." Observe que Paulo neste versículo faz um comentário sobre o véu que Moisés teve que pôr sobre seu rosto a fim de que ninguém olhasse para ele, pois sua face estava resplandecendo, quando da sua descida do Monte Sinai (com as segundas Tábuas da Torá). Mas, no versículo 14 ele explica o motivo deste comentário. Neste caso ele explica que até hoje quando os judeus fazem a leitura da Antiga Aliança - aqui Paulo está fazendo referência ao costume judaico de ler porções do Tanach ("Antigo Testamento") todos os Shabatot (sábados) - claramente ele continua: "... o mesmo véu permanece...". Na verdade Paulo está querendo dizer, que os judeus estão com seus sentidos "espirituais" inativos, eles estão cegos, pois não perceberam que Yeshua é o Messias, pois se eles tivessem fé Nele, este "VÉU" e não a "ANTIGA ALIANÇA" seria removido.
Paulo ainda complementa: "Mas até hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles. Quando, porém, algum deles se converte ao Senhor, o véu lhe é retirado" (v.15 e 16). Está claríssimo, que a referência de Paulo no texto não está sendo aplicada a uma suposta remoção da Antiga Aliança, mas a remoção da cegueira espiritual dos judeus quanto a revelação de Yeshua na mesma "Leitura da Antiga Aliança". O apóstolo demonstrou isto claramente em Atos 13.14 e seguintes, em uma sinagoga em Antioquia, exatamente na leitura da Torá e dos Profetas.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
As andanças religiosas de Dilma Rousseff
Um dia, com o casal Hernandes, Crivella, Rodovalho e outros líderes evangélicos. Veja aqui:

Outro dia — mais precisamente, no dia 5 de outubro de 2009 —, ocupando o púlpito da Assembleia de Deus de São Paulo para homenagear o aniversariante Pr. José Wellington Costa e o não aniversariante Lula, “o defensor dos valores cristãos”. Veja aqui:

E mais outro dia — exatamente no dia 9 de outubro —, Dilma aparece com “outros” religiosos. Veja aqui:

Se pudesse, ela faria campanha no céu e no inferno. Embora provavelmente ela deva se considerar, como Lula, “defensora dos valores cristãos”, será que o céu estaria aberto para a propaganda dela? Será que o inferno estaria fechado para a propaganda dela?
Mas fica uma pergunta importante: se Lula e Dilma é que estão defendendo os valores cristãos, que tipo de valores a Bíblia está defendendo então?
Fonte: www.juliosevero.com
O que é mais revoltante é que existem crentes que veem essas coisas e tem a cara de pau de dizer: "há ela é politica e não pode governar só para crentes!" sim ela é politica. Mas ela não pode, então dizer que, assim como Lula, é defensora dos valores cristãos. Quem defende os valores cristãos e representa esses valores sabe que a biblia condena essas atitudes.
O pior são crentes que dizem: "haa... não quero nem saber disso. no que isso vai me mudar? eu vo pro ceu tudo isso vai pega fogo.".
Nossas orações são para que o povo (igreja) desperte e entre nessa luta com estrategia do ceu.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Assembleia de Deus decide apoiar Dilma Rousseff para a sucessão de Lula
Tal qual ocorreu nas duas campanhas eleitorais de Lula em 2002 e 2006, o PT cobiça mais uma vez o apoio das lideranças evangélicas. Esse apoio não vem à toa: os líderes evangélicos dão o cobiçado voto de suas ovelhas encurraladas e em troca recebem favores e concessões.
De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo:
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, foi homenageada hoje (5) à noite em um culto da Assembleia de Deus, em São Paulo, pelo deputado federal Hidekazu Takayama (PSC-PR), que lhe manifestou apoio.
Segundo o Yahoo Notícias, “Ela cobriu de elogios a Igreja Evangélica Assembleia de Deus e seu presidente, José Wellington Costa, num culto em comemoração ao aniversário do líder religioso, diante de uma plateia de 4 mil fiéis, num templo da capital paulista”.
A matéria do Yahoo também destaca que Dilma soube apelar para palavras comuns do vocabulário evangélico:
Dilma abriu o discurso de dez minutos saudando os “queridos irmãos e irmãs”. “Que a paz do Senhor esteja com vocês”, disse, para receber em resposta um uníssono “Amém”. O fecho da fala deu-se com uma citação do Evangelho de João: “Vim para que todos tenham vida em abundância.” Sem timidez, pediu que os fiéis orassem para que a equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva possa “seguir adiante”.
A ministra aproveitou o altar para fazer propaganda dos símbolos do governo Lula, como o Programa Minha Casa, Minha Vida e o Bolsa Família. “No governo Lula, a santa energia flui mais forte. Faz parte do nosso governo a luta pela dignidade. Tiramos mais de 30 milhões de brasileiros da pobreza”, disse. “O governo Lula defende os valores cristãos e as crenças morais dos brasileiros.”
Nas duas campanhas eleitorais de Lula, o discurso evangélico de apoio a ele também promovia a ideia de que Lula defende os valores cristãos e as crenças morais dos brasileiros. Para mais informações, veja o artigo “Lula e os evangélicos” aqui: http://juliosevero.blogspot.com/2006/04/lula-e-os-evanglicos.html
O Yahoo então prossegue:
Apesar de Dilma não ser religiosa, esse foi seu segundo encontro com os neopentecostais em pouco mais de um mês. Em 3 de setembro, em Brasília, ela recebeu de líderes dessas igrejas uma bênção e foi convidada a participar da Marcha para Jesus, em São Paulo, em novembro. Possível adversária de Dilma nas urnas em 2010, a senadora Marina Silva (PV) é ligada à Assembleia de Deus.
A peregrinação da ministra já passou também pela Igreja Católica. Em março, ela veio à capital paulista para assistir à missa do padre Marcelo Rossi para mais de 20 mil pessoas. Em junho, discursou em celebração do grupo católico Canção Nova.
Ontem, a provável candidata do PT à Presidência falou diante de líderes da Assembleia de Deus de pelo menos seis Estados brasileiros. A fala que mais empolgou a ministra foi a do deputado federal e pastor evangélico Hidekazu Takayama (PSC). Partiu de dele a mais clara defesa da candidatura da ministra. “Em suas mãos está o destino do nosso País”, disse o deputado. “Estaremos orando porque o seu sucesso será o sucesso do nosso Brasil.” Ele recomendou que, diante de dificuldades, Dilma consulte a Bíblia. Ela assentiu com a cabeça e sorriu.
Evangélico, o ex-governador do Rio Anthony Garotinho (PR) prestigiou o culto sentado próximo à ministra. Os dois se cumprimentaram com beijinhos aos se verem. Após a cerimônia, Garotinho disse apoiar a candidatura à Presidência de Dilma e preparar o palanque dela no Rio. Para o ex-governador, a aprovação dos evangélicos ao nome da ministra tem origem no carinho da comunidade por Lula. “Se os evangélicos apoiarão Dilma, só o tempo dirá.”
Temo que o povo hoje que se chama pelo nome do Senhor não seja muito diferente do povo do Israel do Antigo Testamento, cujos líderes religiosos também mantinham uma relação promíscua com um Estado contrário a Deus. O rei Acabe, por exemplo, dava o que eles queriam, e eles lhe davam o que ele queria, e o Estado prosseguia tranquilamente na sua promoção do culto de Baal, que envolvia o sacrifício de bebês recém nascidos e a prostituição homossexual.
O culto a Baal pode estar enterrado num passado muito distante, mas o socialismo tem trazido para o Brasil, com a benção de líderes católicos e evangélicos, a ressurreição do sacrifício de bebês — sob a máscara dos direitos reprodutivos do aborto — e a prostituição homossexual — sob a máscara dos direitos humanos do homossexualismo.
O único que conseguia confrontar o Estado decadente de Israel era o profeta Elias, que não tinha interesse nos favores e concessões do governo e dos governantes. Seu interesse era o governo de Deus e fazer a vontade de Deus.
Onde estão os Elias de Deus para a nossa geração?
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Diretor de rádio zelaysta acusa os judeus de tramar contra Zelaya e lamenta, no ar, que Hitler não tenha cumprido sua missão histórica
"Diretor de rádio zelaysta acusa os judeus de tramar contra Zelaya e lamenta, no ar, que Hitler não tenha cumprido sua missão histórica.
Reinaldo Azevedo
Se vocês clicarem aqui, terão acesso a um vídeo em que poderão ouvir a voz de David Romero, diretor da rádio Globo, que apóia Manuel Zelaya. É aquela rádio que sofreu intervenção do governo interino, acusada de incitar a violência, e que deixou os bolivarianos brasileiros excitadíssimos. Ouvindo o que está aí, vocês têm uma noção de quem é aquela gente. Zelaya havia acusado a existência de um complô judaico para matá-lo com gás e radiação de alta freqüência. Por incrível que pareça, alguns jornalistas brasileiros caíram na conversa. Já escrevi um post aqui em que demonstrei as raízes anti-semita do bolivarianismo chavista. Ouçam o que vai aí. Abaixo, publico uma tradução de trecho da fala.
Às vezes, eu me pergunto se Hitler não teve razão de haver terminado com essa raça, com o famoso Holocausto. Se há gente que causa dano a este país, são os judeus, os israelitas. Eu quero, esta tarde, aqui na rádio Globo, dizer, com nome e sobrenome, quem são os oficiais do Exército judeu que estão trabalhando com as Forças Armadas de nosso país e que estão encarregados de fazer todas essas atividades de conspiração e ações secretas. E [quero dizer] tudo o que está acontecendo ao presidente da República.
Depois que me informei, eu me pergunto por que não desejamos que Hitler tivesse cumprido sua missão histórica. Desculpem-me a expressão dura de repente. Porém eu me pergunto isso depois que fiquei sabendo disso e de outras coisas. Eu creio que teria sido justo e correto que Hitler tivesse terminado sua missão histórica”.
Na opinião de vocês, uma rádio que tem um diretor que faz tal avaliação, no ar, estaria mesmo empenhada em incitar a violência? Olhem, é com esse tipo de gente que se meteu o governo brasileiro; é essa metafísica influente que Lula e Celso Amorim se mostram dispostos a apoiar até o fim; é por gente que tem esse universo mental que o Brasil está se mobilizando. Estes são os apoiadores de Manuel Zelaya.
Passem adiante este post. Demonstrem quem são os aliados do Brasil nesta sua “aventura imperialista”.
Fonte: Reinaldo Azevedo"
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Vergonha de ser brasileiro.
'Vergonha de ser brasileiro'
Por Sérgio Malbergier
O aspecto único do Holocausto, que o diferencia de horrores comparáveis como a escravidão, é que o extermínio do riquíssimo judaísmo europeu, berço de Einsteins, Kafkas e Freuds, foi executado pelo país mais culto da Europa pelo simples fato de os judeus serem judeus.
Eles não eram inimigos do Estado, não tinham exércitos, suas mortes não serviriam (prioritariamente) para o avanço econômico de seus perseguidores. Eram apenas de uma cultura/religião diferente e foram usados pela megalomania germano-hitlerista como a antítese do super-homem ariano, a ser eliminada do tecido alemão.
O sobrevivente do campo de extermínio de Auschwitz e prêmio Nobel da Paz Elie Wiesel, ao voltar à sua aldeia natal na Romênia, disse que a vida por lá continuava exatamente igual desde que deixara o lugar com a família, 40 anos antes, rumo à morte. A única diferença é que não havia mais judeus.
Quase 9 milhões de judeus viviam nos países europeus direta ou indiretamente sob controle alemão. Os nazistas conseguiram matar cerca de 6 milhões. Se os judeus não lembrarem seu Holocausto, ele certamente será esquecido.
Por isso embrulha o estômago ver o presidente Lula abraçar o presidente Mahmoud Ahmadinejad em Nova York poucos dias depois de o iraniano declarar que "o Holocausto é uma mentira".
O insulto de Ahmadinejad foi ainda mais doloroso por ocorrer às vésperas do Rosh Ashaná, o Ano Novo judaico, período de reflexão. Os grandes países ocidentais o deploraram. O Brasil se calou.
E logo depois ainda prestigiou o semi-pária num encontro de mais de uma hora na ONU, durante a Assembleia Geral da organização, para o mundo todo ver.
Lula e o Brasil estão no auge de sua projeção de poder. Estamos mudando de liga no jogo das nações. E nossa Chancelaria vende barato nosso cada vez mais importante apoio. O que o Irã dá em troca ao Brasil?
Antes de receber Ahmadinejad na cidade com a maior população judaica do mundo, Lula já havia sido o primeiro a apoiá-lo logo após a contestada eleição do iraniano. E ainda fez uma muito infeliz comparação dos conflitos entre oposicionistas e milícias armadas iranianas a uma rixa entre vascaínos e flamenguistas.
Tal rixa deixou dezenas de mortos e enfraqueceu um regime teocrático entre os mais repressores do mundo. Mas o Brasil de Lula foi o primeiro a estender sua mão para fortalecer o regime repressor de Teerã. E ainda receberá Ahmadinejad em visita em novembro.
O presidente brasileiro, genuinamente humanista, parece ter sido enrolado pelo anacrônico terceiro-mundismo que domina seus assessores e o Itamaraty. Ao ser questionado em Nova York sobre o negacionismo hediondo de Ahmadinejad em relação ao Holocausto, Lula respondeu:
"Isso não prejudica a relação do Estado brasileiro com o Irã porque isso não é um clube de amigos. Isso é uma relação do Estado brasileiro com o Estado iraniano."
A frase faria sentido se essa relação trouxesse benefícios ao Estado brasileiro proporcionais aos gestos de Lula. Mas ela só engrossa a lista de equívocos de sua diplomacia.
Já seria duro ver o Brasil tolerar a intolerância por recompensas mundanas. Tolerá-la por nada dá vergonha!
(*) Sérgio Malbergier, 42, é editor de Dinheiro da Folha. Foi editor de Mundo, correspondente em Londres e enviado especial a países como Iraque, Israel e Venezuela. Formado em cinema, pela ECA-USP, dirigiu dois curta-metragens: "A Árvore" e "Carô no Inferno"
sábado, 26 de setembro de 2009
Lição II
"Guardais dias, meses e tempos, e anos. Receio de vós tenha eu trabalho em vão para convosco" (Gálatas 4.10 e 11).
Se lermos este versículo isolado e não observarmos o contexto que está envolvido neste texto teremos problemas teológicos sérios. Uma pessoa ávida por refutar a Torá (lei) pode tomar este versículo facilmente como um suposto argumento contra as Festividades da Bíblia. O que é um equívoco e um desrespeito ao contexto do trecho. Aproveitando a oportunidade gostaria de fazer uma observação saudável à Versão de Almeida Revista e Corrigida, que intitula o trecho supra citado como: "O valor transitório dos ritos judaicos". Este título é tendencioso e carregado de interpretações pessoais. Na verdade ele está baseado na interpretação do versículo acima, que afirma serem as palavras de Paulo, exortações direcionadas a judeus ou judaizantes que insistiam em guardar dias sagrados como: o Shabat (Sábado), Páscoa, Pentecostes, Dia do Perdão, Tabernáculos, etc.
Se lermos com cuidado simplesmente os dois versículos que antecedem o trecho, perceberemos que não é bem isso, o que Paulo estava dizendo, na verdade o versículo nem se quer foi direcionado aos judeus, mas aos gentios de Gálatas. Observe: "Outrora, porém, não conhecendo a D'us, servíeis a deuses que, por natureza não o são; mas, agora que conheceis a D'us ou, antes, sendo conhecidos por D'us, como estais voltando, outra vez, aos rudimentos fracos e pobres, aos quais, de novo, quereis ainda escravizar-vos?" (v.8 e 9).
Primeiro detalhe: No versículo 8 diz: "...outrora servíeis a deuses...". Sabemos que desde o retorno dos judeus da Babilônia, Israel estava completamente curado da idolatria, o pavor dos judeus em relação a este pecado é tão intenso até em nossos dias, que muitos deles não recebem Yeshua simplesmente com medo de caírem em idolatria. Sem dúvida, o texto se refere a gentios (não-judeus) de Galácia (a quem é endereçada a epístola), que haviam se convertido ao D'us de Israel e a seu Messias (Yeshua - Jesus) e que agora estariam voltando ao culto pagão em memória dessas falsas divindades.
Paulo é ainda categórico ao afirmar: “... estais voltando outra vez aos RUDIMENTOS..." (ARA). Mais uma vez precisa-se da ajuda dos originais, assim compreenderemos a expressão "rudimentos" com maior precisão. O que significa esta expressão? A palavra grega usada é o substantivo pluralizado "stoikeion" [stoiceion] que segundo o Dicionário do Novo Testamento Grego do professor W.C. Taylor é: "as causas materiais do universo pyr (fogo), ydôr (água), aêr (ar) e gê (terra)... os corpos celestes, sinais do zodíaco, etc, rudimento, princípio elementar, ou astro ou talvez (?) espírito, demônio". Na verdade estes princípios de elementos da natureza, signos, elementares, espíritos cósmicos, sempre foram princípios da antiga mitologia greco-latina e babilônica. Sem dúvida estes crentes estavam sendo escravizados por estes elementos, por isto Paulo encerra dizendo: "Guardais dias, e meses, e tempos, e anos" (v. 11). Na verdade estes dias que estavam sendo guardados pelos Gálatas não tinham nada haver com as Festas da Torá. Eram festas pagãs em honra aos "stoikeion". Seria como se uma pessoa advinda na bruxaria, da umbanda, ou de uma religião esotérica, depois de convertida ao Senhor Yeshua (Jesus), ainda fosse atraída para as festividades pagãs outrora celebradas em honra às respectivas divindades. Sem dúvida, isto seria um 'trabalho vão' conforme as palavras do apóstolo do Messias.
Concluímos com isto, que em nenhum momento Paulo neste texto está fazendo referência a afirmativa de que "Os Ritos Judaicos são Transitórios" conforme a "ARA" (Almeida Revista e Atualizada). Mas, sim exortando os crentes recém convertidos do paganismo “galaciano”, para que não voltem às suas festividades demoníacas e cheias de misticismo pagão.
"De sorte não és escravos, porém filho; e, sendo filho também herdeiro por D'us" (Gálatas. 4.7).
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Torá é Restauração
Neste post de abertura gostaria de começar falando de algo muito importante para a Igreja do século 21. Algo que sempre foi importante e que jamais poderia ter sido perdido pela massa da igreja com o passar dos séculos. Gostaria de abordar um texto, que faz referência a versículos que podem ser interpretados de forma errônea, por dia. Este curso é de autoria de Igor Miguel e começa com:
Lição I - A Torá (Instrução - "lei") foi Abolida?
"Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e, tendo derrubado a parede de separação que estava no meio, a inimizade, ABOLIU, na sua carne, A LEI DOS MANDAMENTOS
Esta parece ser uma contradição entre as palavras de Yeshua (Jesus) e as palavras do apóstolo. Yeshua disse que não veio para "abolir" a Torá e o apóstolo dos gentios (Paulo) disse que Yeshua aboliu na sua carne a "Torá dos Mandamentos na Forma de Ordenanças". Na verdade são os detalhes do texto que provam que não! Muitos teólogos se baseiam neste texto para afirmarem que YESHUA ABOLIU A LEI. Mas, cometem um erro básico de interpretação. Paulo é explicito ao afirmar que, o que YESHUA aboliu foi: A LEI? Não! Foi a "LEI DOS MANDAMENTOS
"Ordenanças" no grego é o substantivo "dogmas" [dogmaV], esta expressão pode ser traduzida como interpretação, dogma, doutrina de homens, etc. Esta expressão grega aparece no Novo Testamento sempre associado com "ordenanças de homens" nunca com ordenanças dadas por D'us. A palavra grega para ordenanças no N.T. é dikaioma [dikaiwma] e não dogma. Esta é a diferença básica.
Concluímos com isto que, o que Yeshua aboliu foram "AS ORDENANÇAS DO HOMEM, OU AS INTERPRETAÇÕES DOS HOMENS SOBRE A TORÁ QUE É FORMADA POR MANDAMENTOS".
Se observarmos o início do trecho citado e analisarmos a história perceberemos que isto faz sentido. O texto diz que Yeshua derrubou a parede de separação que estava entre judeus e gentios, fazendo a paz. Esta parede era literal, no templo de Jerusalém existiam compartimentos para os visitantes do templo. Estes compartimentos eram separados por paredes ou muros, existia o pátio dos sacerdotes, dos homens judeus, dos gentios e das mulheres. Sendo assim os judeus estavam mais próximos do templo e os gentios separados destes, estavam mais distantes. Mas, pergunta-se: Onde está na Torá ou nos Profetas uma ordenança que diz que os gentios que temiam o D'us de Israel deveriam ficar longe dos judeus ou separados por um muro dos mesmos? Em lugar nenhum! Na verdade esta era uma "INTERPRETAÇÃO ou UMA ORDENANÇA DE HOMENS", um dogma que afastava os não-judeus da Torá e da presença de D'us. Foi exatamente esta distinção que Yeshua veio abolir. Para que dos judeus e gentios fizesse apenas um povo, nele, cada um cumprindo seu chamado, mas tendo Yeshua como o centro de todas as coisas. Isto é o que Rav Shaul (apóstolo Paulo) chama de "Mistério". Sem dúvida algo maravilhoso para refletirmos.
Shalom.